Coisas que Soam



Performance realizada no festival Caldas Late Night 2025, Caldas da Rainha, Potugal


I

We write a poem,

we say it out loud

maybe, we sing it?

We break it into lines,

then we break those lines into thin stripes,

then we break those stripes into tiny pieces!

Break, break, break.

We break the breaking…

And then, comes the mending.


II


Paced by our own attention,

we play,

we dance.

In a joyful overlapping

while dancing to a poem-song,

tiny, tender creatures of fabric and rice peek at us.

They join.


III

We’re singing together,

we listen to them,

we are circling!

And we are changing form!

An object-organ-instrument

much dear and warm.

We take its pulse,

unfolding a rhythm.

A mindful pace -

We begin to sing.




 
Uma performance sobre a poética do som e do gesto, através da escuta ativa e do jogo. Fruto de uma colaboração contínua, «Coisas que Soam» é uma (re)pesquisa visual sobre os pontos de contacto entre o som, o movimento e os objetos. Este universo partilhado foi guiado por três palavras: pedra, ponte, rio — juntas, criaram um poema, uma canção. Partindo de práticas de improvisação, narração de histórias e mteatro de formas animadas, desenvolvemos estruturas lúdicas através das quais atuamos.

Nesta performance, movemo-nos com dois pequenos sacos de tecido enquanto ouvimos um poema a ser recitado. Brincamos e manipulamo-las, ativando o seu animismo. Juntas, navegamos pelos três símbolos presentes no poema. Articulando as energias de dar e receber, de expansão e contração, de tocar e ser tocado, a performance acolhe tanto o movimento individual como o coletivo. Deslocando o foco do público do objeto para os corpos, dos corpos para o objeto.

Na proximidade, os contornos esbatem-se e navegamos pela ambiguidade, com cuidado e calor.


 
Performance realizada em colaboração com Laura Silva Barroso


Fotografia: Lúcio Silva



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